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Raúl Fernández e o ‘destino’ que o levou a trabalhar com a Aprilia

raúl fernández e o ‘destino’ que o levou a trabalhar com a aprilia

Raúl Fernández e o ‘destino’ que o levou a trabalhar com a Aprilia

Raúl Fernández vai integrar este ano a CryptoDATA Aprilia RNF MotoGP Team, tendo sido uma das apostas do construtor de Noale para a sua nova equipa satélite. Será a segunda época do piloto na classe rainha – depois de se ter estreado em 2022 pela Tech3 KTM, embora tenha sido abordado no passado pela Aprilia sem que os planos se pudessem concretizar na altura.

Em entrevista ao canal de YouTube PecinoGP, o jovem espanhol fez questão de expressar gratidão pelo interesse do diretor-executivo da Aprilia Racing, Massimo Rivola, nos seus serviços: ‘A verdade é que estou muito grato, porque é verdade que foi das primeiras pessoas que se interessou por mim para subir ao MotoGP. Mas a minha situação com a KTM impedia-me de ouvir ofertas e no final de contas pelo destino […] a verdade é que acabei a trabalhar com eles’.

Para Fernández, Rivola trata-se de uma pessoa que sempre o apoiou, descrevendo-o como um bom conselheiro e detetor de jovens talentos: ‘O Massimo é uma ótima pessoa, pelo menos a mim como piloto sempre me deu muita tranquilidade e sempre me deu muito apoio. E estou super contente por finalmente trabalhar com ele, porque creio que é um bom conselheiro e caçador de talentos. Uma pessoa como o Massimo, que veio da F1, esteve escola Ferrari, tem muitos anos de experiência nos carros, e creio que nas motos também vão nesse estilo e no fim de contas um piloto é um piloto faça o que fizer’.

As primeiras abordagens de Rivola ao #25 aconteceram ainda na fase inicial da época de 2021 do Moto2, quando o piloto ainda nem sequer pensava em subir ao MotoGP – como o próprio revelou: ‘Bem, no fim de contas creio que há uma carência de pilotos e logo que um se sai muito bem e faz uma corrida muito boa, as fábricas colocam-se em contacto. Querem pilotos jovens, sangue novo. Então, falou com o meu empresário, mas a verdade é que não sei nada das conversas: eu estava focado. Creio que soube em Jerez, já tinha feito algumas corridas no Moto2, mas a minha mentalidade era ficar outro ano no Moto2 – eu queria lutar por um título’.

Neste aspeto, Fernández estabeleceu mesmo um ponto de comparação com o seu colega em 2021 e 2022: ‘Comparo um pouco com o Remy [Gardner]. O Remy, nesse ano que foi campeão do mundo, começou com a mentalidade de querer lutar e eu comecei para um ano a desfrutar acontecesse o que acontecesse. Quando pensas assim, pensas também em subir ao MotoGP no ano seguinte; eu pensava num ano de luta no Moto2 e depois subir ao MotoGP. Nessa época a minha mentalidade não era para subir ao MotoGP; este ano pode acontecer seja o que for e no próximo se chegar aqui por sorte e puder continuar na minha equipa, veremos se conseguimos lutar por um Mundial’.

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