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‘Não preciso de pilotos a baterem uns nos outros para atrair pessoas’ – Carmelo Ezpeleta

‘não preciso de pilotos a baterem uns nos outros para atrair pessoas’ – carmelo ezpeleta

‘Não preciso de pilotos a baterem uns nos outros para atrair pessoas’ – Carmelo Ezpeleta

Como em todos os desportos – sobretudo no mais alto nível – o MotoGP tem várias rivalidades. Umas são mais intensas do que outras, algumas pautam por ser mais saudáveis e outras mais tensas, mas são inerentes à competição. Carmelo Ezpeleta, diretor-executivo da entidade promotora Dorna, é da opinião que essas rivalidades devem ter limites.

Recordando a polémica luta pelo título entre Jorge Lorenzo, Marc Márquez e Valentino Rossi em 2015, o dirigente frisou ao site Motorsport.com que não gosta nem precisa de toques entre pilotos para ter mais espectadores:

– Os pilotos mostram uma rivalidade que ninguém pode contestar, mas, ao mesmo tempo, mostram respeito uns pelos outros. Em 2015, com o fantástico pico de interesse que tivemos depois do acidente entre o Valentino , o Marc e o Lorenzo, já disse que não gostava. Talvez seja demasiado honesto, mas penso que a rivalidade devia ter tudo a ver com o desenho de ganhar. Não creio que o final do Mundial tivesse sido particularmente difícil. Não preciso de pilotos a baterem uns nos outros para atrair pessoas.

Ezpeleta insistiu depois na importância de existirem rivalidades saudáveis: ‘Sinceramente acredito que se não conseguirmos passar a mensagem de que o desporto tem de projetar estes valores, nós é que estamos errados. Este ano, o Aleix [Espargaró] e o Fabio [Quartararo] confrontaram-se em Assen e é nessa base que as rivalidades se deveriam desenrolar. Para além disso, estamos a entrar num campo que não gosto. Não gostei de que o Lorenzo e o [Dani] Pedrosa não se falassem um ao outro e não gostei que o Rossi e o [Max] Biaggi batessem um ao outro nos degraus do pódio em Montmeló. Gosto de rivalidade, proque ajuda o desporto e a popularidade. Mas não creio que seja mau manter os modos’.

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