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BMW G 310 R: Seguindo o legado de alta cilindrada

A pequena naked BMW G 310 R mantém as virtudes dinâmicas que marcam seu bom desempenho, mas agora com mais personalidade no design e maior semelhança com a irmã mais velha e potente, a S 1000 R

Não é novidade que a BMW é uma marca que oferece motocicletas premium e de nichos específicos, e a G 310 R é um bom exemplo.

Embora ela não tenha o mesmo sucesso nas vendas que a sua consanguínea aventureira, a G 310 GS, ela se mantém viva na briga competindo com Honda CB 500F, Kawasaki Z400 e KTM 390 Duke.

Sua disputa mais direta é com a KTM, só para ilustrar, em 2021 a G 310 R emplacou 568 unidades, enquanto a moto austríaca lacrou 243, ainda longe da líder absoluta, a Honda CB 500F, que teve o emplacamento de 3.504 unidades, segundo levantamento da Fenabrave.

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Mudanças na BMW G 310 R

A atualização da G 310 R inclui componentes como o acelerador eletrônico, a embreagem deslizante e assistida, e a iluminação total LED, além dos manetes de freio e embreagem reguláveis.

O novo design ficou mais interessante e agora está bem mais parecido com a S 1000 R, a naked de alta cilindrada alemã que há algum tempo não temos por aqui, mas que foi reformulada há pouco para os mercados em que é oferecida. As linhas da G 310 R ficaram mais angulosas e pontiagudas, mas também ganhou volume na silhueta do tanque, dando a impressão de ter crescido.

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O preço sugerido de R$ 34.990 (mais frete e impostos de sua região) confirma que ela é uma moto do segmento premium, mas ela faz jus a seu valor.

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Tecnologia melhorada

Duas foram as mudanças no motor da G 310 R, a primeira foi a adoção do acelerador eletrônico, aquele que não utiliza mais cabo para abrir o corpo de borboleta da admissão. Com ele as respostas ao giro do punho estão um pouco mais precisas e rápidas.

Outra importante evolução foi a incorporação da embreagem deslizante e assistida, componente que ajuda principalmente aos que gostam de uma pilotagem mais agressiva e abusam das reduções de marchas rápidas, já que ela evita que a roda traseira seja bloqueada pela atuação do torque do câmbio nessa situação.

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Motor

O motor em si não mudou, é o mesmo monocilíndrico que tem a alimentação feita pela parte frontal do cilindro, que está inclinado para trás, que foi adotado para baixar o centro de gravidade e melhorar a distribuição de peso, além de permitir que a mistura ar/combustível possa entrar mais fresca ao corpo de borboleta. Sua capacidade é de 313 cm³, tem duas válvulas e o arrefecimento é a líquido. Esse motor rende 34 cv e 2,9 kgf.m de potência e torque máximos respectivamente.

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As respostas desse motor são bem espertas e faz com que acelerá-lo seja divertido, mas é preciso deixar seu giro subir para ter mais pungência nas acelerações, é a partir das 5.000 rpm que ele começa a empolgar para valer. É certo que ele tem um nível de ruido bastante elevado e pode chegar a incomodar se você for exigente nesse quesito, mas eu garanto que, mesmo assim, ele é muito divertido.

O câmbio tem engates suaves e bom escalonamento para rodar no trânsito urbano com suavidade, na estrada ele tem boa desenvoltura e pode manter boas velocidades, mas é um motor que vibra bastante, a máxima marcada no painel foi de 140 km/h.

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Parte ciclística da nova BMW G 310 R

A ciclística da G 310 R continua a mesma, ou seja, o chassi de treliça tubular que sustenta o motor pela parte superior é combinado com um par de bengalas invertidas com tubos de 41 mm de diâmetro na dianteira e com o monoamortecedor que é ancorado diretamente à balança (sem links) e que recebe a única possibilidade de regulagem das suspensões na pré-carga da mola.

As rodas têm aro de 17 polegadas e são calçadas com os bons pneus Pirelli Diablo Rosso ll, que permitem boa dose de emoção para contornar curvas com muita segurança, bom para os que gostam da pilotagem por estradas sinuosas.

Andando pela cidade, que em geral tem asfalto em péssimo estado, a G 310 R tem certa dificuldade com os solavancos, afinal suas suspensões têm perfil mais esportivo e, quase sempre, essa esportividade cobra algo no conforto pela maior rigidez do conjunto.

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Freios

O sistema de freios é eficiente, na dianteira tem um disco de 300 mm de diâmetro mordido por uma pinça radial de quatro pistões Bybre (marca pertencente à Brembo), na roda de trás um disco de 240 mm e pinça de pistão único. O sistema hidráulico tem mangueiras do tipo aeroquipe e ambas as rodas têm assistência do sistema ABS Bosch.

Na prática o sistema tem o tato um tanto borrachudo no primeiro acionamento, mas depois de uma fração de segundos ele ganha pegada, poderia ser mais direto, assim a sensação de segurança também aumentaria, mas é eficiente.

A G 310 R é uma motocicleta para quem busca, não só uma moto para se diferenciar no trânsito, mas também quer desempenho e, logicamente o status que a BMW inevitavelmente oferece a quem está ao seu guidão. Mas seu preço, sem dúvida, é um dos motivos pelos quais ela não é tão vista pelas ruas.

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